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Associação quer fomentar uso de inoculantes.
Apenas 40% dos sojicultores do Paraná usam o produto, que pode aumentar a produção em até 8%
Apenas 40%, em média, dos produtores de soja do Paraná usam inoculantes. O número, segundo a Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (Anpii) é muito baixo diante dos benefícios que o produto oferece, entre eles o aumento de até 8% da produção, ou seja, quatro sacas por hectare. Para tentar reverter o cenário e mostrar aos agricultores as vantagens da tecnologia da inoculação, a entidade tem promovido uma série de palestras pelo País. Ontem o evento foi realizado na sede da Corol, em Rolândia, para produtores da Região Norte do Estado.
Segundo o especialista e consultor da Anpii, Solon Araújo, além do aumento da produtividade, a aplicação do inoculante reduz - ou anula - o uso do nitrogênio químico. Esta tecnologia também custa menos para o bolso do produtor, já que a dose para cada hectare sai por R$ 3, valor até 10 vezes menor que a do nitrogênio químico.
O inoculante também tem a vantagem de ser um produto natural e sem nenhuma contra-indicação. Já o nitrogênio químico agride o meio ambiente pois pode poluir o lençol freático, disse Araújo. Ele acrescentou que a tecnologia de inoculação é bastante usada na Região Central do País, principalmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Já na Região Sul, a aplicação do produto sofreu uma queda nos últimos que, segundo Araújo, pode ser resultado da falta de informação. Vamos tentar resgatar a prática, afirmou.
O especialista e pesquisador da Embrapa Soja, Rubens José Campo, que ministrou a palestra sobre o assunto ontem, comentou que parte dos produtores deixam de usar o inoculante porque dizem que sua aplicação é muito trabalhosa. Mas é só passar o inoculante na semente e depois plantá-la, resume Campo. O que acontece muitas vezes, conforme o pesquisador, é que os produtores fazem o processo erroneamente e misturam fungicida e inoculante o que, em alguns casos, matam as plantas. Queremos orientar o agricultor sobre a forma correta de aplicar o produto, para que ele tenha o rendimento adequado. destacou.
Muitos produtores, segundo Campo, ao utilizarem (de forma errada) o inoculante e não conseguirem a produtividade adequada, acabam sugerindo que o problema é a qualidade do produto. A indústria melhorou bastante a qualidade dos inoculantes nos últimos anos. E, independente da marca, é importante usar o produto, ressaltou.
Conhecido como fertilizante biológico, o inoculante é feito de uma bactéria que tem capacidade de, em simbiose com a planta, produzir o nitrogênio necessário para se desenvolver, explicou o pesquisador. Ele disse que, em média, a soja sozinha só consegue retirar do solo 40% do nitrogênio que precisa. Fora isso, Campo destacou que em áreas onde a soja é plantada pela primeira vez é obrigatória a inoculação. Já nas áreas que estão sendo cultivadas a bastante tempo é preciso reinocular para garantir melhor desempenho da produção.
Fonte: Erika Zanon- Jornal Folha de Londrina
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